No dia 22 de Janeiro de 1973, depois do julgamento Roe vs. Wade, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos admitiu, pela primeira vez, o “direito ao aborto”. O julgamento opôs uma jovem, de seu nome Norma McCorvey, a quem foi dado o pseudónimo Jane Roe, ao Estado do Texas. Norma McCorvey dizia que tinha ficado grávida depois de ter sido violada e exigia o direito a abortar.

O julgamento foi longo e Norma acabou por ter uma filha, que deu para adopção. Depois de vários recursos, o Supremo Tribunal decidiu que, por direito à privacidade, qualquer mulher poderia abortar, até à viabilidade do feto, ou seja até que conseguisse sobreviver fora do ventre materno. Esta decisão alterou todas as leis federais nos Estados Unidos e viria a influenciar a forma como o mundo começou a olhar para o “direito ao aborto”.

Em 1987, Norma McConey admitiu que foi persuadida pela sua advogada a dizer que tinha sido violada e que precisava de abortar, e hoje em dia luta pelo fim do aborto no seu país. Sarah Weddington, a advogada, confirmou que tinha mentido e explicou-se desta forma: “A minha conduta pode não ter sido totalmente ética. Mas eu fiz por que pensei que havia boas razões”.

Nestes 48 anos foram feitos cerca de 62 milhões de abortos nos Estados Unidos, o que corresponde a 62 milhões de bebés mortos. Tudo com base num julgamento que foi uma mentira.