76 anos da bomba de Hiroshima. Crescemos a ouvir dizer que foi uma coisa boa, ou ao menos necessária. Os japoneses estavam a pedi-las, depois do ataque a Pearl Harbour. Mas quando começamos a perceber melhor o que significa uma bomba atómica largada no meio duma cidade as coisas mudam de figura.

60 mil pessoas mortas nesse mesmo instante. 80 mil mortos nos meses sucessivos. Crianças, mulheres, idosos. Pessoas indefesas. Uma cidade reduzida a escombros. Será moral fazer um ataque destes? Não nos parece. Os fins não justificam os meios e este meio é desproporcionado e demasiado desalmado para ser, sequer, considerado.

Curiosamente, as cidades bombardeadas — Hiroshima e Nagasaki — eram, na época, as cidades mais católicas do Japão. Já o homem que decidiu largar as bombas atómicas, Harry S. Truman, 33º Presidente dos Estados Unidos, era maçom. Coincidências, certamente.