O Serviço Nacional de Saúde (SNS) apresentou um défice de 559,6 milhões de euros até Outubro passado. Este valor fica muito longe dos 90 milhões de euros que o Governo estimava, isto apesar de ter reforçado as verbas para o sector com transferências do Orçamento do Estado de 612 milhões de euros. O problema é que a despesa também aumentou.

Está em causa um desvio de 469,6 milhões de euros entre o que o Governo previa e a realidade das contas do SNS.

Apesar do reforço de verbas, o buraco no SNS continua a aumentar depois de em 2018 ter sido de 375,9 milhões de euros até Outubro. No final do ano passado, o défice do SNS chegou aos 848 milhões de euros, mas é provável que chegue aos 1.000 milhões de euros no final de 2019.

O problema é o crescimento da despesa. Os números da Direcção-Geral do Orçamento que indicam que esta cresceu 6,5% até Outubro, ou seja, “o dobro do previsto no Orçamento”. A “despesa com pessoal aumentou 8,6%, 2,6 vezes acima do projectado no Orçamento”, evidenciando ainda um aumento nos gastos com a aquisição de bens e serviços, designadamente com meios complementares de diagnóstico e produtos vendidos em farmácias.

Por outro lado, também se verificou um aumento nas dívidas a fornecedores que se situam nos 735,1 milhões de euros.