Houve alguém do governo que, há pouco mais de um ano, bolçava a ideia de que o SARS-CoV-2 tinha tido o azar de encontrar pela frente gente competente ao comando, e isso explicaria o aparente sucesso inicial durante o primeiro round da pandemia. Talvez por se esquecerem de que nas epidemias e pandemias pode sempre haver uma segunda, terceira, quarta, quinta vaga… e aí, o vírus também tem azar?

Azar têm os Portugueses enquanto aturarem o governo socialista, que se vai mantendo à custa de subornar a imprensa e calar vozes incómodas através da censura na imprensa e nas redes sociais. Será preciso dar exemplos?

Mas podem os Portugueses acreditar num governo que considera que o que corre bem é mérito seu e o que corre mal é culpa dos outros? Basta pensarmos na bagunça inicial à volta do programa de vacinação anti-Covid e as trafulhices que muitos políticos afectos ao PS e ao governo fizeram para serem vacinados com prioridade.

Quando as coisas corriam mal a culpa era da “variante inglesa” e “sul-africana”, provavelmente também dos ingleses que conseguiram obter primeiro as vacinas. É curioso que no ano passado, quando surgiu a pandemia, todos tiveram medo de falar no vírus chinês, o que não veio a acontecer com a expressão “variante inglesa”, amplamente utilizada por governantes, especialistas e também por todos os comentadores ao serviço do regime.

E que dizer sobre a “variante indiana”, à qual rapidamente trocaram a designação para “variante delta” com o objectivo de esconder a sua origem e de a mesma ter sido trazida em larga escala para o nosso país por imigrantes vindos da Índia e do Bangladesh? Tudo isto na altura em que todo o país ficava a conhecer a catastrófica situação em Odemira — onde “trabalham” e residem milhares de imigrantes bengalis e indianos —, devido à circulação do Covid e que levou mesmo à colocação de cercas sanitárias em várias freguesias do concelho.

Se alguma coisa a terceira vaga mostrou foi que o governo não preparou nos meses do Verão passado o Serviço Nacional de Saúde (SNS) para a vaga que se sabia poder chegar, como chegou, no Inverno. E o que fez o governo? Resolveu atrasar ainda mais cirurgias, exames, consultas para doentes não Covid, deixando-os sem assistência quando mais precisavam, muitos deles acabando por morrer por falta de assistência, enquanto o SNS se estava a proteger não se sabe bem do quê.

Se alguma coisa ficou bem à vista de todos foi que o governo perdeu totalmente o controle da situação, e ziguezaguiou, tomando medidas absurdas, para fingir um controle que não tinha, como os supermercados a fecharem ao fim de semana às 13 horas (como se a acrescida concentração de pessoas antes dessa hora não ajudasse a propagar o vírus, o tal que teve azar), a proibição da compra e venda presencial de livros, e mais absurdo ainda, os serviços de venda de comida take-away não poderem vender líquidos, como água, sumos, etc. É caso para perguntar: porquê os livros, porquê os líquidos?

Perante esta loucura desgovernativa, o que fazer? Acreditar? Ir atrás? Deixar-se levar? É certo que ainda existe uma faixa considerável da população portuguesa que gosta de ser enganada, desde que não lhe doa muito no momento. Mas o pior vem depois, quando muitos já esqueceram.

Para os que já estão fartos de ser enganados será de recomendar aquilo que sempre norteia um homem ou mulher livre e independente diante dos tiranos: pensar pela própria cabeça, senso comum e agir com inteligência e em conformidade. Este programa é, quanto mais não seja, garantia de sanidade mental.

Manuel Brás