25 de Julho de 1139. Festa litúrgica de Santiago, o Apóstolo da Península — Data da retumbante vitória de Ourique. O príncipe D. Afonso, neto de D. Afonso VI de Leão, Castela e Galiza e filho de D. Henrique, Conde de Portucale, afirma-se o grande vencedor e é aí aclamado Rei de Portugal.

Episódio histórico envolto em lenda e rico de espiritualidade. Uma vitória impossível, mas assegurada por Cristo crucificado, que se revela e fala com aquele que irá ser o primeiro rei de Portugal.

Nasce um reino independente que vai perdurar ao longo de séculos, atravessando glórias e vicissitudes.

Episódio histórico incontornável.

4 de Agosto de 1578. Data da malograda batalha de Alcácer Quibir. Episódio envolto em mistério, em confusão de diferentes versões e ânsia pelo rei desaparecido que um dia regressará ao reino, numa manhã de nevoeiro.

Uma derrota que há quem afirme que nem isso terá sido. Mais difuso é impossível. Para uns, o rei morreu, para outros fugiu e para outros apenas terá ido passear para as margens do rio, não se sabendo mais do seu paradeiro.

Para pôr uma pedra sobre o assunto, Filipe II (Filipe I de Portugal) deu sepultura ao rei (?) no Mosteiro dos Jerónimos procurando assim acabar com o sebastianismo. Não conseguiu e este tornou-se um componente endémico no povo luso.

Foi o adeus à independência, até 1640.

Episódio histórico incontornável.

14 de Agosto de 1385. Data da vitória esmagadora dos portugueses chefiados por D. João Mestre de Aviz e D. Nuno Álvares Pereira, Condestável do reino, sobre o exército de D. João I de Castela.

É a batalha real designada por muitos como sendo “A Batalha”. Castela arrasada por um exército inferior em número, mas muito superior em chefia e ânimo. O Condestável “revestido da armadura de Deus” e seus homens arregaçaram mangas, prepararam o terreno e conduziram o inimigo para o local onde o dizimaram.

Foi a consolidação da independência que perdurou séculos. Foi também o sacrifício de muitos “para que os vindouros não venham a passar o que nós passamos”, segundo palavras do grande Dom Nuno.

Daqui nasceu a vontade também de expandir Portugal e a Fé na Cruz de Cristo.

Episódio histórico incontornável.

Duas vitórias e um fracasso que muito têm a ensinar-nos. Assim lhes prestemos a devida importância. Para que as vitórias se repitam e os erros se evitem.

Para Continuar Portugal.

Maria das Dores Folque