“Se é preto não pode ser Português”. Mais: “quem se diga Português e for negro, está a trair os que são da mesma cor”, pois “só os brancos é que podem dizer que são Portugueses”. A África é dos Negros e a Europa é dos Brancos, numa concepção verdadeiramente racista da Geografia e da História, que urge denunciar incansável e determinadamente porque, sob falsas aparências, é disso mesmo que se trata.

No fundo, os iluminados e róseos personagens que andam por aí a decretar o que se deve ou não pensar ou o que se deve ou não dizer, repassam um entranhado racismo que, esse sim, é radicalmente antiportuguês.

(Já agora, pergunto: um negro, senegalês, já pode dizer que é português desde que esteja na Europa? Claro que pode, desde que alinhe com os brancos que são contra a História do Portugal de variadas cores e continentes).

O que andou por aí a propósito da partida do heróico Marcelino da Mata, confirma plenamente a nossa constatação: a lusofobia racista em todo o esplendor…

Perante a forte e larga reacção aos seus despautérios, atrevo-me a afirmar que ou me engano muito ou não tardará muito que o seu relógio comece a andar para trás… Habituem-se…

Entretanto, o mês não se ficou por aqui…

Para completar o ramalhete tivemos — temos — mais uma vez, a actuação delirante da Gaystapo local, sempre diligente no seu patrulhamento policial de quanto não alinhe nos seus “favores” e esteja contra o gaysamento e seus derivados.

Ai de quem pense fora dos seus “cânones” (!?) e se atreva a pôr em causa as suas homo-ordenações, como o fez o novo presidente do Tribunal Constitucional.

Já sabemos como é e não estranhamos. Como “isto” é para andar tudo ao contrário (!?), seja como mandam…

Só para acabar de pintar o quadro do regime por esta altura: um personagem que diz ter sido eleito deputado (PS) de nome Descenso Simões (acho que é esse o nome), veio “dizer” (“Público” e “Observador”) que deveria ter havido “sangue no 25 de Abril” e que o Padrão dos Descobrimentos deveria ser destruído…

Se o fizerem, que algumas pedras, ao menos, “desçam” em cima de…

José Valle de Figueiredo