Desde 2023 houve não só uma consolidação, mas também um grande avanço civilizacional da democracia portuguesa com a legalização generalizada do suicídio assistido, e do infanticídio. A consolidação que possibilitou estes avanços foi operada pelos partidos conservadores que decidiram não “mexer” nas leis que os progressistas tinham aprovado, tal como tinha profetizado Chesterton. De modo que, acostumadas as mentalidades às “leis” que liberalizaram o aborto provocado e o suicídio assistido, a esquerda extremista avançou com “leis” consequentes ao que tinham liberalizado anteriormente.

Alguns ainda se recordam dos tempos em que quando alguém se queria matar lançando-se das pontes sobre o rio tejo abaixo algum automóvel parava ligando para o 112 e o condutor, enquanto o auxílio não chegava, procurava dissuadir o então considerado infeliz de se lançar para a morte, pois obtusos e paternalistas não permitiam a autodeterminação do suicida. Agora, porém, estamos em tempos novos, o SNS nessas situações acorre imediatamente disponibilizando uma anestesia geral e um empurrão para o abismo, de modo que o suicida nada sofra; o mesmo se aplica a outros casos como por ex., a quem se deita na linha férrea para ser destroçado por um comboio. Em tudo isto há uma vantagem ecológica e ambiental, pois que deixando que os peixes e os animais se nutram dos restos mortais evita-se a cremação com os seus efeitos nefastos para o clima.

Uma vez que o infanticídio foi liberalizado à mulher foi reconhecido o direito de reconhecer ou não o seu bebé/criança como filho/a até aos 6 anos de idade. Assim se incrementou o negócio de órgãos humanos quer para experimentações transumanistas, quer para transplantes de filhos enfermos das elites globalistas, quer para a então designada mudança de sexo.

No ensino, desde a mais tenra idade, ensinava-se como abusar sexualmente de si mesmo, como fornicar, como fazer sexo oral, como sodomizar, como mudar de sexo, como abortar, etc.

Nestas eleições de 2034, o episcopado continuava afirmando que votar era um dever grave de todos os católicos. O mesmo tinham dito nas várias eleições anteriores que tinham trazido Portugal a este estado. Os movimentos pró-vida continuavam a apoiar e votar nos partidos responsáveis pela solidificação dos avanços escabrosos dos progressistas fautores da morte. Tudo em nome da democracia.

Pelos vistos nunca lhes passou pela cabeça que de facto não temos vivido em democracia, mas sim, como ensinou S. João Paulo II, numa tirania totalitária.

Havia na altura um Padre insignificante, uma espécie de eremita muito solitário, que fazia penitência em reparação das toneladas de pecados que carregava. Não tinha evidentemente nenhuma credibilidade, ninguém lhe reconhecia qualquer espécie de autoridade, não passava de um doidivanas, um maluco, que alguns mais caridosos suportavam. Dizia ele que nestas circunstâncias podia e devia-se não votar, pois isso consistiria numa grave cumplicidade com esse sistema ateu, pagão, desumano, bárbaro e cruel.

Padre Nuno Serras Pereira

    Subscreva  a  nossa  Newsletter !

    Receba uma notificação sempre que for publicado um novo artigo.
        
    Ao clicar em Enviar aceito expressamente a Política de Privacidade e autorizo a recolha
    dos meus dados para o envio de comunicações da Alternativa Portugal.