São Pedro Damião (século XI) dedicou a sua carta 31, intitulada “O livro de Gomorra”, ao Papa Leão IX. Este Papa Santo respondeu elogiando-o e enaltecendo-o, não só pelo livro — embora mitigasse algumas disciplinas propostas —, mas também pela sua vida exemplar. Este era um humilde monge, de um ramo beneditino, ordenado sacerdote, que para além das suas virtudes eminentes era dotado de uma sabedoria esplêndida. São Leão IX aconselhava-se com ele e nomeou-o seu delegado em várias missões.
Estes dois santos contribuíram muitíssimo para a reforma da Igreja, que nesses tempos estava imensamente corrompida pela sodomia, abuso de menores, simonia, e concubinato — principalmente no episcopado, nos padres e nos monges. O grande historiador Cardeal Brandmuller, ainda o Papa Francisco era vivo, comparou a situação da Igreja actual à do século XI. A obra destes dois santos deu um contributo enorme para a grande reforma do Papa São Gregório VII.
Papa Leão e São Pedro Damião
Tendo morrido São Leão IX e o seu sucessor Papa Victor, ascendeu ao trono pontifício o Papa Estevão (IX) X. Este quis elevar ao cardinalato e ordenar Bispo de Ostia São Pedro Damião que de imediato recusou, não queria de modo nenhum aceitar, mas sim continuar monge. O Papa Estevão comunicou-lhe que o excomungaria caso não aceitasse, e assim teve de obedecer. Chamou-o à Cúria pela sublimidade da sua teologia e sua determinação na reforma da Igreja, considerou-o uma peça chave na reforma da Igreja. São Pedro Damião foi amigo e colaborador do Cardeal Hildebrando que veio a ser eleito Papa um ano depois da morte de São Pedro Damião.
Desde o momento da sua morte Pedro Damião foi considerado Santo sendo-lhe prestado culto durante muitos séculos em várias regiões, especialmente no Monte Cassino e no Mosteiro de Cluny.
Em 1828 o Papa Leão XII, reconhecendo a santidade e a sabedoria de São Pedro Damião, declarou-o Doutor da Igreja.
São Pedro Damião rogai pelo Papa Leão XIV para que nos livre a todos da pestilência dos últimos 12 anos.
Padre Nuno Serras Pereira
