No dia 22 de Janeiro de 1973, há 49 anos, fez-se jurisprudência quando o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu que uma mulher tinha direito a abortar apenas e só por sua vontade. O julgamento opôs uma jovem, de seu nome Norma McCorvey, a quem foi dado o pseudónimo Jane Roe, ao Estado do Texas. Norma McCorvey dizia que tinha ficado grávida depois de ter sido violada e exigia o direito a abortar. Roe vs Wade: quase meio século de uma mentira.

O julgamento foi longo e Norma acabou por ter uma filha, que deu para adopção. Depois de vários recursos, o Supremo Tribunal decidiu-se pelo direito à privacidade, por conseguinte qualquer mulher poderia abortar sem ter que justificar-se, até à viabilidade do feto, ou seja até conseguir sobreviver fora do ventre materno. Esta decisão alterou todas as leis federais nos Estados Unidos e viria a influenciar a forma como o mundo começou a olhar para o “direito ao aborto”.

Roe vs Wade: quase meio século de uma mentira

Em 1987, Norma McConey admitiu que foi persuadida pela sua advogada a dizer que tinha sido violada e que precisava de abortar. Sarah Weddington, a advogada, confirmou que tinha mentido e explicou-se desta forma: “A minha conduta pode não ter sido totalmente ética. Mas eu agi desta forma porque pensei que havia boas razões para o fazer”. Norma McConey percebeu que o aborto implica a morte de uma criança inocente e passou o resto dos seus dias na Terra, até ao dia 18 de Fevereiro de 2017, a lutar contra o aborto.

Nestes 49 anos foram feitos mais de 71 milhões de abortos nos Estados Unidos, o que corresponde a mais de 71 milhões de bebés mortos. Tudo com base num julgamento que foi uma mentira. Esta mentira foi, finalmente, revogada pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos a 22 de Junho de 2022, dia do Sagrado Coração de Jesus.

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